terça-feira, 24 de novembro de 2009

Homem Bomba

(E) Fm
repeti
o erro de milhares
(A) Bbm
de mil
(E) Fm
meu eu no epicentro

quis
o melhor dos melhores
para ser
meu eu sem lamentos

Bbm Fm
limpo os cacos do povo que foi
Bbm Fm
conto quantos, conto quantos. quantos!
Bbm Fm
pelos cantos, sob e sobre coisas ao redor
Bbm Bm
pelos cantos, pelos cantos.

refiz
desatento, a trama
que então
me enlouquece e me zomba.

(E) Fm
sobrevivi
(E) Fm
ao maior dos desastres,
(A) Bbm
logo eu,
(E) Fm
homem bomba.
cabum!

cabum!

cabum!

acabou.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Nau

(Em)
longeva é a brisa navegável
de um náufrago incansável
Am                B7
nunca o vento mas

Em
sua verve que independe de ondas
                                        Am
apreciava aquela brisa de morte
          B7
pelos pelos
           C                                               Em
sob os quais o tempo reclamara-o justiça e
         Am A° Bb7°D7° (Em)
onde jaz o seu pecar.

o ponto forte era a lembrança
de um tempo de bonança
além de um parco sonhar

as águas não passavam medo
o equilíbrio era do apêgo
de mero amor ao mar

     C                                                       Em
os sais arrebentavam seus lábios calando o cantar
          Am                        A°                             B7 D7°
que aliás soprava a vida cantante em vias de se calar.

Em
cesse o afundar
                  Am
e respire a culpa.
            Bb7°
cesse a culpa
                   B7
e afunde no mar.

                    Em
cesse o afundar
                 Am    Bb7°
e respire a culpa.
             B7 (B7 B#7 A7 C7)
cesse a culpa
                 Em
e afunde o mar.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A alegria das benvindas lágrimas (música)

Era o limite do fim
quando de fato se deu
o cisco,
o choro.

Em coro berraram-me os anjos
a perceberem que era eu
o dono
do olho.

Incrédulos a gargalhar
desceram quase a aterrisar
no pico
dum morro.

Mas logo caíram em si
e puseram-se logo a subir
com medo
do fogo.

Olharam-me sérios de lá
como deviam olhar
um vivo
ou um morto.

Senti-me como que emergindo,
ao vislumbre do que me cercava,
do fundo
dum foço.

Do qual medi com meu tempo
um balde prenho de água,
da pura,
sem lodo.

Hei-la vertendo feliz
reversa à vida que fiz
pra mim,
pros outros,

Livre como sempre quis
como se houvesse um chafariz
detrás do
meu rosto.

Bomba (música)

Fina linha tensa atada à trama que se desfez
trêmula de tanta falta de crença. Em minha vez
eu fiz de tudo ao meu alcance afim de só te ver sorrir
e confiei nosso levante á vida leve a vir.

Sonhei.
Sonhei.
Sonhei.
Mais uma vez(:)
Sonhei.

Fui da lama ao limo, numa longa vertigem,
e ao cimo da aliança que se dava ainda virgem.
E eu pensando ser aquele... eu pensando ser quem te...
Enfim não fui. Só aguardo o fim de meu ganir.

Perdi.
Perdi.
Perdi.
Mais uma vez(:)
Perdi.

É um erro ser sincero quando não se tem
a alheia confiança. É falho estar aquém
das metas alcançadas por mera meditação
feita por outrem sobre em que consiste a perfeição

Veio me pedir que eu não tivesse alguém
e deu-se ignorando de nós quem
retinha ainda a dor dessa separação
que torce os nervos por dentro de meu...

Sofri.
Sofri.
Sofri.
Mais uma vez(:)
Sofri.

Mas (música)

oDIAR É ESTUPIDEZ
e ESTUPIDEZ JÁ BASTA A SUA,
a CADA VEZ NOSSA CONVERSA
tORNA-SE MAIS E MAIS CRUA
e ME APARECEM OS ESFORÇOS
eM REPETIÇÕES DEMAIS,
tANTAS QUE TENTAR HARMONIZAR
pARECE-ME ANDAR PRA TRÁS

mAIS.
Mas...

eU NÃO DESISTO DE SER CONSCIÊNTE,
vOCÊ PARECE NÃO ME CONHECER,
nÃO SOU DADO À INSISTÊNCIA
e SEI O QUE POSSO QUERER.
eNFIM PASSOU-ME O TEMPO DE PEDIR,
dE QUERER CONSERTAR,
e NÃO QUERO QUE TE ESFORCES MUITO
cOMO TENS FEITO PRA SE IMPORTAR

mAIS.
Mas...

Lembre-se de que eu estou aqui...
Lembre-se de que eu estou aqui pra ti

mais...
mas...

Poema

Sou teu chão
como és pra mim
Sou teu não
como és meu sim
como és minha sim
como és
Minha manhã
Minha manha

Sou teu inverno
como és de mim
Sou teu inferno
como és meu sim
como és minha sim
como és
Minha manhã
Minha manha
Teu sol
Teu sou

Sou teu ato
como és em mim
Sou teu fato
como és meu sim
como és minha sim
como és
Minha manhã
Minha manha
teu sol
teu sou
teu medo
teu modo
tua casa
tua coisa
teu nome
tem homem
tua fome
teu clone

Indivíduo (música)

Reles réu, digno de nada, fui.
Concretude, dureza, inflexibilidade.
Por menos de uma frase tudo rui.
De um coração à uma cidade.
A leva de princípios agride.
A lava que se espalha é linda.
Inabalável, quente, colorida.
O ser belo a tudo finda.
É vã qualquer tentativa de sobrepujar.
Não nos cabem as mãos no crânio.
Antes fosse fácil como modelar.
Moldes humanos. Moldes humanos.
Produzimos em série a vida.
Início de novo regime.
Dieta anti-calórica.
Contra o verbo Ser um crime.
Não me queira mal, eu não
me queira
mal
eu.